why special? especial porquê?

my sister’s gift

porque digo que esta oferta é especial?
na nossa Família só os nossos avós paternos tinham feito as Bodas de Ouro = 50 anos de casados e agora a mariamana e o rmano fizeram as suas Bodas de Ouro – “foi linda a festa, pá!” – e afinal apesar de todos os contratempos que viver sempre acarreta, vale a pena chegar aqui e viver a Vida com alegria com a Família e com os Amigos.

o que é especial na prenda é o medalhão  (que teve dezenas de tentativas, com diferentes fios e técnicas, levou bem dois meses – quase desisti – a fazer “aquilo” que vêem)
why do I say this offer is special?
in our Family only our paternal grandparents had made the Golden Wedding = 50 years of marriage and now Mariamana and  Rmano have made their Golden Wedding   – “the party was beautiful, man!” – and in spite of all the setbacks that always life carries, it is worth getting here and living Life with joy with Family and Friends.

what is special about the gift is the medallion (which had dozens of attempts, with different wires and techniques, took well two months – almost gave up – to do “that” you see).
aqui percebe-se melhor, eu conto a pequena história:
here we can see better, I tell the little story:

detail

Os meus Avós, como o meu Pai e nós as manas, somos da Póvoa de Varzim, terra de pescadores; os meus Avós eram filhos de pescadores; os pescadores da Póvoa marcavam todos os seus apetrechos (barcos, remos, velas, cântaros, cortiça etc) com siglas -que quer dizer sinal, marca, símbolo – e são conhecidas por Siglas Poveiras*.
As Siglas eram também bordadas nas típicas camisolas Poveiras que os pescadores usavam.
O meu Avô usou a sigla da sua família e a da minha Avó para fazer o seu ex-libris, com que marcava todos os seus livros e as siglas foram também bordada nas camisolas poveiras, que uma tia querida nos fazia.
My Grandparents, as my Father and us the sisters, were born at Povoa de Varzim, land of fishermen; Both my Grandparents come from fishing families; the fishermen at Póvoa marked all their tools and equipment (boats, oars, sails, pitchers, etc.) with a Sigla – meaning sign, mark, symbol – which are known as Siglas Poveiras*. Siglas were also embroidered on the typical wool sweaters fishermen used
My Grandfather used  his family and my grandmother’s Siglas to make his ex-libris, with which he marked all his books (and a dear aunt knitted and embroidered  grandfather’s siglas on sweaters she has made for us)

camisola poveira   – o meu tesouro tão antigo com a sigla do Avô  my old sweater  treasure 

*As marcas, balizas e divisas
As marcas são a escrita do Poveiro
Têm muita analogia com a escrita Egípcia porque constituem imagens de objectos: Sarilho, Coice (imagem de parte da quilha de um barco) Arpão, Pé de galinha, Grade, Lanchinha, Calhorda, Pêna, etc. 
As marcas estão nas redes, nas velas, nos mastros, paus de varar, nos lemes, nos bartidoiros, nos boireis, nas talas, nas facas da cortiça, nas mesas, nas cadeiras, em todos os objectos que lhe pertençam, quer no mar, na praia ou em casa. A marca num objecto equivale ao registo de propriedade. O Poveiro lê essas marcas com a mesma facilidade com que nós procedemos à leitura do alfabeto.
Não são marcas organizadas ao capricho de cada um, mas antes, simbolismos ou brasões de famílias, que vão ficando por herança de pais para filhos e que só os herdeiros podem usar.
….
O nosso fim, com a publicação deste trabalho, é apenas arquivar material que possa servir os estudiosos especializados.
….
in “O Poveiro” – António dos Santos Graça  (my grandfather)

o que usei para fazer as siglas

e o que usei para fazer as siglas ficará para outra mensagem, que esta levou quase três dias a escrever… Tenham uma boa semana!
and what I used to do the siglas will be for another message, this took almost three days to write … Have a good week!

 

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experiências, restauros e dicas | experiences, restorations and tips

experiências | experiences

trying beads from scraps

trying beads from scraps
a tentar fazer enfeites de tecido

sortido
Assortment

arame + verniz de unhas
wire + polish nail

restauros | restorations

colcha
bed cover

pequena toalha p/ mesa redonda
little table cover to a round table

carpete de Beiriz (com muitos anos!)
Beiriz carpet (with many,many years!)

babete antiga bordada
old bib embroidered

dicas | tips
à procura de dicas (especialmente sobre bicharada e manchas na cozinha e casas de banho…) para cuidar uma casa velha no campo, vejam na minha conta Pinterest
Looking for tips (especially about various critters and stains in the kitchen and bathrooms …) to take care of an old house in the countryside – see my Pinterest page
Bom Agosto! Good August!

 

 

fora de casa | away from home

fora de casa há três semanas, e amanhã sigo, outra vez para Lisboa – hoje só fotos dos sítios onde estive.
away from home for three weeks, and tomorrow I’m going to Lisbon again – today only photos of the places I’ve been.

Páscoa | Easter 2017   no Minho
pictures by João Nuno Soares

Páscoa | Easter         2017

Páscoa | Easter         2017 (1)

Páscoa |Easter      2017 (2)

Páscoa | Easter       2017 (3)

compasso | Pascal visit      2017

Lisboa…|  Lisbon…

menos um dente

25 de Abril Lisboa

e menos outro dente

obras 1

obras 2

Quinta da Bouça no Douro

Quinta da Bouça Agro-turismo, dia 1 de Maio

 

1 de Maio Quinta da Bouça

Quinta da Bouça – patos

sacos de pão

uns dias no Porto

Porto, rio Douro

panos de cozinha

e amanhã, outra vez para Lisboa para ajudar com as netas e acabamentos das obras.
Até um dia destes.
and tomorrow again to Lisbon to help with the granddaughters and finishing works.
Until one of these days.

 

Incêndios

Parece que os incêndios acabaram e voltamos a ter internet. Por causa deles estivemos uns dias desligados. Se fosse só isso, seria até uma coisa boa, uma pausa. Infelizmente não foi.

Guardei um artigo, da autoria de Soromenho-Marques, publicado no Diário de Notícias. Publico-o agora, pois acho que vale a pena lê-lo e ficar a pensar…

por VIRIATO SOROMENHO-MARQUES 29 agosto 2013 Diário de Notícias

 No distante dia 27 de Abril de 1971 subia à tribuna da Assembleia Nacional um deputado de 44 anos, integrado na chamada Ala Liberal da Primavera marcelista, de seu nome José Correia da Cunha. Licenciado em Agronomia (1949) e Geografia (1963), colaborador de Orlando Ribeiro, Correia da Cunha não saberia que ao ler o seu discurso intitulado “O Ordenamento do Território, Base de uma Política de Desenvolvimento Económico e Social”, estava a inaugurar a política pública de ambiente, tentando transformar Portugal num país mais civilizado. Recordo Correia da Cunha, felizmente ainda entre nós, como homenagem aos corajosos bombeiros caídos na luta contra os incêndios que atingem o país. Como visionário e homem de ação, Correia da Cunha sabia que Portugal iria ficar desequilibrado demograficamente nas décadas seguintes. Milhões de portugueses sairiam das zonas rurais em direção ao litoral. Era de interesse nacional ordenar o território, proteger a paisagem, a capacidade produtiva dos solos, preservar o capital natural para as gerações futuras. Nada disso aconteceu. Os interesses particulares prevaleceram sobre o interesse geral. Os incêndios que devastaram 426 000 e 256 000 hectares, respetivamente, em 2003 e 2005, fazendo de Portugal o campeão europeu de áreas ardidas, são o sinal de um país doente. Um país que ao fugir das chamas foge de si próprio. Uma das causas principais reside no desordenamento florestal. As reportagens televisivas mostram-nos, sistematicamente, bombeiros e populações cercados por eucaliptos em chamas. Chegado a Portugal em 1829, esta espécie exótica ocupa agora 26% do espaço florestal, e é o grande combustível dos incêndios florestais. Quando vejo ministros, com ar pesaroso, lamentarem a morte dos bombeiros, apetece-me perguntar-lhes:Onde estavam os senhores no dia 19 de Julho de 2013?”. Nesse dia foi aprovado, em Conselho de Ministros, o ignóbil Decreto-Lei n.º96/2013, que, debaixo da habitual linguagem tabeliónica usada para disfarce, estimula ainda mais a expansão caótica da plantação de eucaliptos, aumentando o risco de incêndio, e fazendo dos bombeiros vítimas duma política de terra queimada ao serviço dos poderosos.

(sublinhados meus)

Agosto / August

Agosto é sempre um mês de que não gosto. E este ainda foi pior.
Muito calor, muitos fogos, muitas perdas.
August is always a month I do not like. And this was even worse.
Too hot, many fires, many losses.
Agosto 2013 copyO que foi mesmo bom (e já não é pouco) foi uma semana com a sobrinhalhada e netas.
What was really good (and is no longer little) was a week with nephews and grandchildren.

Sonhar ainda é de graça! Dreaming is still free!

Nova imagem copy

Nova imagem copy

Não é preciso tanto. Mas era agradável ;)
No need so much. But it would be nice ;)
(imagens do google image)

Há muito tempo que sonho quanto gostaria de juntar, mesmo em pessoa, um grupo de amigas, pessoais e/ou virtuais, numa comunidade/associação de bordadeiras ou bordadoras! Seria um incentivo para prosseguir com muitos trabalhos e projectos, trocar experiências e aprender coisas novas. Não para coscuvilhar, invejar etc., etc. (todas as coisas más)… Só mesmo para partilhar o interesse e amor ao bordado, Português sim, mas não só. Esbarro sempre no eventual local, que tem que ter determinadas condições: boa luz, bom espaço, boas cadeiras, boas mesas. Tenho sonhado com museus, que pudessem dar essas condições todas. Juntas de Freguesia? Ah! aqui no Porto ou arredores, é claro, e com boa acessibilidade. É pedir muito, não é?

For long I dream how much I would like to join, in person, a group of friends personal and/or virtual, in a community / association of embroiderers or embroiders! It would be an incentive to go on with many works and projects, exchange experiences and learn new things. Not to gossip, envy etc.. etc.(all those bad things)… Just to share the same interest and love of embroidery, Portuguese yes, but not only. Always backstop in the possible place, it has to have certain conditions: good light, good space, good seats, good tables. I have dreamed of museums, which could give all these conditions. Ah! here in Porto or surroundings, of course.

CTT – Correios de Portugal

Ctt - Correios de Portugal

Há muito que ando para escrever sobre os nossos CTT – Correios de Portugal. Este é o momento, em que o governo quer pri-va-ti-zar um Serviço Público de excelência!
O posto dos Correios do meu bairro tem (e sempre teve) um serviço impecável. Ao longo dos anos já conheci várias(os) funcionárias(os), todos sempre com um atendimento simpático e disponível. E um sorriso na cara.
Fico sempre encantada e enternecida com a afabilidade e a personalização do atendimento quando assisto ao levantamento das reformas de pessoas muito simples e com muita idade. Os reformados entregam os papeis, as carteiras às funcionárias para  procurar o que é preciso e, depois, guardar o dinheiro – contado em cima do balcão à vista de todos. Entretanto perguntam pelos filhos, netos e a saúde de todos.

For long I want to write about our CTT – Post Office of Portugal. This is the moment, when the government wants to pri-va-ti-ze an excellent Public Service!
The post office in my neighborhood has (and always had) an impeccable service. Over the years  have met many staff members, everyone always with a friendly customer service and affordable. And a smile on their faces.
I am always delighted and tenderly with the affability  and personalized of care when I watch the lifting of the reforms of very simple and old people. Retired people give their bags to the employees to look for what is needed, and then keep the money – counted on the counter top in plain sight. Meanwhile they ask for the children, grandchildren and health of all.

Nova imagem copy

Há dias tive de enviar uma série de coisas para a Holanda. Não sabia bem se deveria fazer pacotes até 2Kg ou se enviar tudo junto. Levei tudo para lá e ajudaram-me a decidir, fazendo contas às várias hipóteses.
Quando fui para escrever o endereço, verifiquei que tinha todos os elementos, exceto o nome da rua (sempre esquisitos, para nós, os nomes em holandês!) e nº da porta! Nenhum problema: está aqui o número de telefone do Posto, quando chegar a casa telefona, soletra o nome da rua e eu escrevo – entretanto a encomenda fica aqui à minha beira! E assim foi! Melhor serviço público não há!
A while ago I had to send a number of things to Holland. Not sure if I should do  2kg packets or send everything together. I took everything to the post office and there I was helped to decide, doing the accounts to various hypotheses.
When I wanted to write the address, I found that had all the elements except the street name (always weird for us the names in Dutch!)!
No problem – she said – here’s the phone number of the Post Office; when you get home phone us, spell the name of the street and I write – though the package is here at my side! And so it was! There is no better Public Service!
E a cereja em cima do bolo: vendem estes pequenos panos para limpar os óculos ou ecrã do computador e uma caixa de óculos a condizer com imagens de Bordados Tradicionais Portugueses.  Vejam mais em Terra Lusa.
And the cherry on the cake: they sell these little cloths to clean the glasses or the computer screens and matching glass boxes with 
images from Traditional Portuguese Embroideries. See more at Terra Lusa.Ctt giftsCtt giftsE é isto. As nossas jóias estão a ser privatizadas e a qualidade do Serviço Público que resta – e que tanto custou a conquistar – a ser posta em causa, com todos os despedimentos previstos. Em nome de quê?
Haja bom senso! Não é a empobrecer nem a destruir o Serviço Público Português, que se equilibra o desenvolvimento económico e social.

no campo … / in the contryside

porta muito velha / very old doorcerca de uma semana, no campo – foi bom! ir às alfaces e nabiças, regar e ver o batatal e o cebolinho. Ainda se acendeu o fogão a lenha e a lareira, pois estava frio.
about a week in the countryside – it was good! go reaping fresh lettuces and turnip greens, watering and see potato fields and chives. Still lit the wood stove and the fireplace because it was cold.


ir apanhar as laranjas e limões às árvores; à noitinha sentir o aroma das laranjeiras cheias de flor e frutos!
go and pick oranges and lemons from the trees; in the evening feel the fragrance from the orange trees filled with flowers and fruits!

e, finalmente, a primavera apareceu!
and, finally, the spring appeared!

um pouco de costura / a bit of sewing

sacos para pãodois sacos de pão, que estavam prometidos à minha filha há mais de dois meses! Ainda tenho que fazer mais alguns. O tecido foi herdado da minha mãe (!) e as tiras restos de outros trabalhos.
two bags for bread, which were promised to my daughter for over two months! I still have to do some more. The tissue was inherited from my mother (!) and strips are made from scraps.
Este postal fez-me lembrar que em Abril de 2013, as brincadeiras de infância ainda são o que eram, quando as famílias querem – e as crianças agradecem! Passeios, sopa, leite, pão, marmelada caseira, joelhos esfolados, todas as brincadeiras fora de casa, água, terra, muita terra – claro que, em dias de chuva e depois do banho, há uns jogos de computador ;) mas também há cartas gigantes e ping-pong e todos os confortos deste século (e do anterior): eletricidade. por exemplo!!!

This post reminded me that in April 2013, childhood games are still what they were when families want – and children thanks! Tours, soup, milk, bread, homemade marmalade, skinned knees, all play outside, water, land, lots of land – when raining and after the bath, there are computer games ;) but still there are giant playing cards and ping-pong – and all the comforts of this century (and former one) : electricity for instance!!!

novas fotografias / new pictures

Completando a entrada anterior, mais umas fotografias das decorações…
Some decoration pictures completing the former post

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Os cestos vazios foram depois cheios com fruta da quinta. Aliás toda a decoração foi feita com a “prata da casa”.
Later the empty baskets were filled with fruit from the farmer. As a matter of fact all decoration was done with “the silver of the house” as we say in Portuguese.