Videos interessantes

Ontem encontrei este video do Etsy, sobre a renda Lefkara de Chipre, em dois blogues que costumo visitar: Needle’nThread e no  The Textile Blog. O artigo deste último blogue vale a pena ler.
Não consigo publicar o video, mas em qualquer daqueles blogues pode ser visto. Para além disso aqui deixo o endereço:
http://vimeo.com/24025625

A preocupação com a perda das formas tradicionais de fazer rendas, bordados e todo o artesanato não é só nossa, infelizmente.
Com toda a tecnolgia actual é uma pena não se registar o testemunho de tantas das nossas bordadeiras e da sua forma de fazer os diferentes trabalhos.
O video que acima referi fez-me lembrar este outro, do Museu do Bordado e do Barro (também em inglês), sobre o artesanato de Nisa. O depoimento sobre os “Alinhavados de Nisa” é particularmente interessante e demonstra a preocupação de se perder toda essa sabedoria.

http://www.museubordadoebarro.pt/pt/embroideryvideo/

http://www.museubordadoebarro.pt/pt/embroideryvideo/

Muito gostava eu de aprender aqueles Alinhavados com aquelas senhoras… :-) Seria possível???

A proliferação de informação, encontrada na net, sobre os variados tipos de bordados italianos, por exemplo, é fantástica. Há realmente um grande investimento, nas diferentes regiões de Itália, no sentido da divulgação da riqueza dos seus bordados. A partilha das técnicas, passo-a-passo, em livros (muit0s também em inglês e francês), em páginas na net de museus ou grupos de divulgação é enorme.
Porque não fazer o mesmo por cá? Parece-me haver já algum trabalho feito (em algumas regiões até muito) mas muito pouco divulgado. Para além do Bordado de Guimarães, cuja divulgação é feita de forma consistente com, pelo menos, dois workshops anuais para formandas desde principiantes a mais avançadas, uma página e um blogue sobre todo o artesanato de Guimarães, não conheço nenhum outro com esta divulgação.
Só é pena o livro Bordado de Guimarães continuar esgotado… e possivelmente não vir a ser reeditado, uma vez que a editora já não existe.

Um blogue que fornece imensos endereços sobre bordados italianos é o Italian Needlework. Através da Jeanine, sua autora, tenho encontrado trabalhos, livros e páginas muito interessantes. Até algumas coisas com semelhanças com a nossa forma de fazer. Mais tarde espero escrever sobre issso.

Coisas curiosas / Curious Things (2)

English readers: please avoid the Google translation, though even with my translation you may end very confused. Sorry for that, but I have been working hard on this post …

O ponto pé de flor

Nos bordados tradicionais Portugueses o ponto pé de flor está sempre a aparecer, embora possa ser designado de outra forma, como aqui já foi dito. Assim no bordado de Tibaldinho o ponto pé de flor é ponto pé a fugir ou ponto a fugir, em Viana é ponto cordão ou ponto haste, na Madeira ponto de corda, em Nisa ponto de fio torcido. Em Guimarães e Castelo Branco aparece como ponto pé de flor.
Como sou uma rapariga do norte, sempre ouvi falar no ponto pé de flor, ponto haste e ponto cordão.

The stem stitch (the literal translation of our ponto pé de flor is flower stem stitch)

In Portuguese traditional embroideries stem stitche is always present though it has different names as referred here. So in Tibaldinho Embroidery stem stitch is known – from now on I’ll give you literal translations for our stitches – as stem fleeing stitch or fleeing stitch, in Viana Embroidery is known as cord stitch or stem stitch, in Madeira (Island) as rope stitch, in Nisa as twine stitch. In Guimaraes and Castelo Branco is flower stem stitch.
As I am a northern girl I always knew it as flower stem stitch, stem stitch and cord stitch.

Penso que posso dizer que é dos pontos mais usados em bordados.
É, por isso, um dos primeiros pontos que se aprende/ensina. Quando preparei a primeira oficina de bordados, lá fui eu à procura de qualquer particularidade que me escapasse no ponto pé de flor.
Pesquisei nos livros que tenho, blogues e dicionários on-line a que já referi na primeira entrada desta série.

I think I can say it is one of the most used stitches in embroidery.
It is therefore one of the first stitches we learn/teach. When I prepared the first workshop of embroidery I looked for any detail about stem stitch. I’ve searched in my books, blogs and dictionaries I linked in the first post of Curious Things.

A primeira coisa curiosa com que deparei foi a não existência do ponto pé de flor duplo em língua inglesa, melhor dito, double stem stitch não aparece em livros ou dicionários, mas aparece, assim referido, em instruções de alguns kits de bordados. A Mary Corbet, que já sabem que para mim é uma referência, quando interrogada sobre o ponto pé de flor duplo (traduzido literalmente) responde não conhecer esse ponto e que o mais provável será quererem referir-se simplesmente ao ponto pé de flor feito duas vezes muito junto (aqui – 5º comentário). Janet  Mccaffrey parece ter opinião semelhante.

First curious thing I came across was the absence of double stem stitch in English it doesn’t appear on books or dictionaries but as far I understood it appears on directions of some embroidery kits. Mary Corbet, who you already know is a reference for me, when questioned about double stem stitch answers she can’t find any reference of the stitch and  thinks the double stem stitch is stem stitch stitched twice, two rows very close (here – 5th comment). Janet Mccaffrey seems having a similar view.

Ora, nós Portugueses por cá, e os Italianos por lá, (punto erba semplice e doppio) têm mesmo o ponto pé de flor duplo, que aparece muitas vezes referido na revista Rakam. Em francês não encontrei, a não ser o mesmo entendimento da Mary e da Janet.

But here the Portuguese and there the Italians, (punto erba semplice e doppio) have the double stem stitch (literal translation) which is often reffered in Rakam magazine. In French I only found the same opinion of Mary and Janet’s.

Eu, atrevidamente, concluo que é tudo uma questão de tradução. Por exemplo a Tutto Ricamo traduz o punto erba doppio para double stem stitch, tradução literal.
Não custa a imaginar que quem negoceia kits e revistas faça o mesmo. Eu fiz o mesmo.

I boldly infer it’s all a matter of translation. For example Tutto Ricamo translates punto erba doppio for double stem stitch, literal translation. I did the same.
Not hard to believe that kit or magazine sellers do the same if they sell from Italy to America or in America from Itallian patterns.

Foi então que encontrei outra coisa curiosa, relacionada com tudo isto, na página Heritage Shoppe. Recorro frequentemente a esta página, mas nunca tinha ido ver o que diziam sobre o ponto pé de flor. Vale a pena ler. Neste artigo apresentam-nos três formas de fazer o ponto pé de flor:

Then I found another curious thing connected with all that at Heritage Shoppe. I often open this site but has never read Stem stitch page. Worth reading. This article presents three appoaches to do stem stitch:

1  primeira   1 first one

a linha não vem completamente atrás, ao mesmo buraco do ponto anterior, apanha só um pouco de tecido, digamos que faz um pequeno ponto atrás;

the thread doesn’t go back into the same hole, needle picks a little bit of fabric, doing a little back stitch – no special name in English

2 A segunda forma é o ponto pé de flor (stem stitch) como vem demonstrado na “Encyclopedia of Needlework” by Thérèse  Dillmont, 1870, acrescentando que aparece, muitas vezes, designado em inglês como wide stem stitch (e não double stem stitch).
Eu diria que este é o ponto pé de flor duplo e o punto erba doppio.

2 Second approach is the stem stitch as showed in “Encyclopedia of Needlework” by Thérèse Dillmont, 1870, telling this stitch is often referred as Wide Stem Stitch (and not double stem stitch).
I would say this is our ponto de pé flor duplo and Italian punto erba doppio (double stem stitch – literal translation)

3 A terceira forma é o ponto pé de flor como tradicionalmente se aprende

3 Third approach is stem stitch as we traditionally learn

 agulha vem atrás ao mesmo buraco do ponto anterior
needle comes back in the same hole from the previous stitch


Tentei juntar aqui as três formas. I tried to do three approaches together.

Mas o que é extraordinário é como começa a explicação desta terceira forma:

Known as punto de cordão in Portuguese, or cord stitch. It is an apt name, for indeed, cord (or rope) is how it looks”!

(Conhecido como punto de cordão em Português, or cord stitch. É um nome bastante apropriado porque na verdade cordão (ou corda) é o que parece)

Não acham isto curioso?

But more curious is how this third approach begins:

Known as punto de cordão in Portuguese, or cord stitch. It is an apt name, for indeed, cord (or rope) is how it looks”!

Isn’t it curious?

Há ali uma ligeira mistura entre Português e Italiano, o que, cá por casa, por vezes acontece ;)

Como terá chegado esta designação, hoje só característica no norte de Portugal, ao conhecimento do(a) autor(a) do artigo?
Poder-se-á concluir que a designação de ponto cordão é mais antiga que ponto pé de flor? e esta última designação terá a sua origem numa tradução mais literal do point de tige ou do stem stitch? Não sei…

There is a slight mixture between Portuguese and Italian which around here sometimes happens lately ;)

How has this Portuguese regional name come to the knowledge of the article’s author?
Is it possible that the designation ponto cordão is older than ponto pé de flor (flower stem stitch)? And this latter designation has its origin in a more literal translation for point de tige or stem stitch? I do not know…

Outra ideia que me surgiu: será o ponto de pé a fugir ou ponto a fugir, como é designado nos bordados de Tibaldinho, feito como na primeira forma apresentada na página Heritage Shoppe? Alguém que conheça bem como se faz o bordado de Tibaldinho poderá deixar um comentário, por favor?
Em Guimarães faz-se o ponto pé de flor tradicional (3ª) e o ponto pé de flor duplo (2ª)
Qual das três formas se usa para o ponto cordão na Madeira? E em Castelo Branco? E em Viana? Gostaria de saber como as bordadeiras destas regiões fazem o que designamos por ponto pé de flor.
Os nomes diferentes que encontramos, para o que pensamos ser o mesmo ponto, poderão ter a sua origem nos diferentes modos de fazer esse mesmo ponto.

Another idea comes to me: could the fleeing stitch (literal translation) in Tibaldinho embroidery be made as shown on first approach in Heritage Shoppe? Someone who knows well how Tibaldinho embroidery is done:  could you leave a comment please?
In Guimaraes we do the usual stem stitch (3rd) and the Wide stem stitch (2nd).
Which approach is used for ponto corda in Madeira? In Castelo Branco? Viana? I wonder how the embroiderers of each region do the stem stitch.
Different names for what we think being the same stitch may have their origins in different “how to” do the stitch.

Pode-se concluir muito pouco:

– o ponto pé de flor é stem stitch em inglês, o que já se sabia;

– há três formas (até ver…) de fazer o ponto pé de flor;

– o ponto pé de flor duplo é  wide stem stich em inglês e não double stem stitch;

– e ainda… quanto mais se procura e lê, mais dúvidas surgem!

Mas eu sou das que gostam de ter dúvidas ;)

We can conclude very little:

ponto pé de flor is stem stitch in English which was already known;

– there is three approaches (so far…) for stem stitch;

ponto pé de flor duplo is wide stem stitch in English not double stem stitch;

Fontes / Sources

All the links on the text and

Páginado Município de Felgueiras

Museu do Bordado e do Barro – Nisa

Bordado de Guimarães, Renovar a tradição – editora Campo das Letras (esgotado!)
( pdf Português;  pdf English)

O “Bordado” e as colchas de Castelo Branco – Museu de
Francisco Tavares Proença Junior, 1974

Bom fim de semana!

Have a great weekend!

Comprar Português! Comprar o que é nosso!

Há algum tempo adicionei ao Google Reader o blogue Feito em Portugal. Encontrei-o, via Retrozão, quando publicou esta entrada.
Há dois dias publicou uma entrada sobre o Compro o que é nosso  e o Movimento 560.

O código de barras começado por 560 significa que os produtos ou são feitos em Portugal ou distribuídos por uma empresa portuguesa. Sabiam? Eu não!
Muitas empresas portuguesas já aderiram ao projecto Compro o que é nosso – Made in Portugal. Apesar disso não tenho visto muitos destes selos, infelizmente.

Visitem os sites para ficarem a saber mais.

Nos nossos dias não é fácil comprar só produtos portugueses, mas pode-se fazer um esforço! E precisamos tanto desse esforço!

Sei que é difícil, principalmente neste nosso mundo das manualidades onde temos acesso a tanta coisa bonita que há por esse mundo fora! Resistir ao design assinado de tecidos (alguns tão bonitos para fazer patchwork/quilting, não é?) não será fácil, mas é um desafio, pois temos tecidos feitos em Portugal com qualidade e bonitos. E o resultado será muito mais original!

Desde o início deste blogue que optei por usar linho exclusivamente português e procurar usar tecidos de algodão também só portugueses. E digo procurar, pois não tenho a certeza absoluta de ter usado sempre tecidos de algodão portugueses, pois faço reciclagem de roupas usadas (cá de casa ou oferecidas por familiares) de que não sei exatamente a proveniência… Mas tenho a certeza de que todos os linhos que uso são Portugueses e os tecidos de algodão que compro também (já não sei a proveniência do feltro que tenho comprado, por ex…, e por isso o use tão pouco).
[Tenho reparado que muitos comerciantse ficam relutantes (e até arrogantes) quando se pergunta a proveniência de qualquer produto.]

Claro que depois há todo o material – linhas, agulhas, alfinetes, marcadores, cortadores… eu sei lá! – que usamos e que, muito provavelmente, será importado…
Estou a lembrar-me de não ter resistido às fitas de seda japonesas que encontrei numa retrosaria em Braga e de ter encomendado à Isabel algumas coisas que são importadas.
Salvo a honra do convento, por tê-lo feito através de lojas Portuguesas ;)

Vamos lá a comprar o que é nosso!

Coisas Curiosas / Curious Things (1)

Do que mais gosto, quando preparo as oficinas de bordados, é de toda a pesquisa que faço. Faço-a também por rigor – quero estar informada das muitas maneiras de fazer. É claro que ensino, essencialmente, o como eu faço e alguns truques que uso para ultrapassar esta ou aquela dificuldade. Mas, como nada é definitivo, gosto também de falar e, por vezes, demonstrar outras formas de fazer e, depois, cada um(a) decidirá a sua maneira de fazer.

What I like best, when preparing the embroidery workshops, is all the research I do. I do it not only for pleasure but also by the rigor – I want to be informed of the many ways of doing. Of course I teach, essentially, how I do and use some tricks to overcome this or that difficulty. But as nothing is definite, I also like talking and sometimes demonstrate other ways of doing and then each one decide their own way of doing.

Ao longo destes últimos anos tenho deparado com algumas coisas curiosas (pelo menos para mim). Decidi escrever sobre o que vou encontrando, na categoria Coisas Curiosas. Para partilhar convosco e, eventualmente, encontrar alguém que, sabendo mais sobre estas coisas curiosas, possa acrescentar alguma explicação.

Over the last few years I have come across some curious things (at least for me). I decided to write on which I found under the category Curious Things sharing with you and possibly find someone who, knowing more about these curious things, could add some explanation.

Por exemplo, alguns nomes de pontos:
o Portuguese stem stitch or Portuguese knotted stem stitch, que é um ponto com um efeito muito bonito, por sinal

For example, some stitch names:
the Portuguese stem stitch or Portuguese knotted stem stitch, which is a stitch with a nice effect, by the way


Este é chamado, em inglês, Portuguese (knotted) stem stitch, em alemão Portugiesischer Knoten , em francês Point de tige portugais! Em italiano penso que é o Punto erba fantasia (e não o punto erba avvolto). Pelo nome, nas várias línguas, parece ser uma variante complexa do ponto pé de flor. Em português não sei o nome…

This is called in English, Portuguese (knotted) stem stitch, Portugiesische Knoten in German, in French Point de tige portugais! In Italian I think that is the Punto erba fantasia (not the punto erba avvolto). By its name in several languages, it appears to be a complex variant of the stem stitch. I don’t know the Portuguese name…

Aparece na maior parte de dicionários de pontos on-line, em inglês, e nos mais diferentes blogues sobre bordados. Estranhamente não aparece num dos mais conhecidos e melhores dicionários de pontos on-line que consulto muitas vezes: Sharon B’s in a minute ago. E digo estranhamente pois no seu blogue podemos encontrar uma entrada dedicada a este ponto.

Confesso que me surpreende a designação do ponto porque ainda não consegui encontrá-lo nos nossos bordados tradicionais. Porquê portuguese?

It appears in most English online stitch dictionaries and in different blogs about embroidery. Strangely it doesn’t appear in one of the best known and best stitch dictionaries online that I often search: SharonB’s in a minute ago. I say oddly because in her blog we can find a post dedicated to this stitch.

I confess I am surprised with the stitch name because I could not find it in our traditional embroidery. Why Portuguese?

Outro ponto é o Portuguese border stitch, em alemão Portugiesischer Bordürenstich, em francês Le point portugais de bordure. Nenhum nome em português também.

another stitch is the Portuguese border stitch, Portugiesische Bordürenstich in German,Le point portugais de bordure in French. No Portuguese name either.

Sharon B também tem uma entrada no blogue que explica passo-a-passo este ponto.
Também esta designação me surpreendeu, porque também não a conhecia. Porquê o Portuguese nestas designações?

Sharon B also has a blog entry that explains this stitch step by step.
This designation also surprised me, because I didn’t know it. Why the Portuguese in these designations?

Já o Portuguese stitch também conhecido como Long armed cross stitch não me admirou nada ter o portuguese na sua designação, pois é o nosso ponto de Arraiolos, com o qual se fazem os nossos belos tapetes de Arraiolos.

But the Portuguese stitch also known as Long armed cross stitch has not surprised me having Portuguese in its name, it is our stitch of Arraiolos, with which our beautiful carpets
of Arraiolos
are handmade.

Infelizmente não temos um glossário português de pontos. Há uma grande confusão nas designações dos pontos, conforme as regiões.
Já me apercebi que também noutros países há alguma confusão, mas como há muitos mais livros escritos sobre os bordados tradicionais de cada região ou país, quem os lê ou consulta, vê (e lê) de que ponto se trata e aprende como se designa naquela região.
Nós por cá temos o ponto pé de flor, por exemplo, que penso que toda a minha gente sabe o que é, mas que em algumas regiões se designa como ponto haste e noutras como
ponto cordão e… mas este ponto vai dar direito a outra entrada em breve, espero, que esta já vai longa. :)

Unfortunately we have not a Portuguese stitch glossary. There is great confusion in the designations of the stitches, depending on the region.
I’ve also noticed the same happens in other countries, but there are many more books written about the embroideries from each region or country, those who read see the stitches and learn how they are named on that region.
Here in Portugal Stem stitch has different names according the region you are… but this stitch is going to claim another post soon I hope this is already too long. :)

É uma pena que, com tanto mestrado e doutoramento na área dos têxteis ou design (como agora se diz), não haja quem se debruce, a sério, sobre o estudo destes assuntos – no
Google encontram-se algumas teses de mestrado, em pdf, mas as que li não me entusiasmaram…

It’s a shame that with so many masters degree and doctorate in the field of textile design there are nobody who looks into a serious study on these issues – on Google I’ve found some masters theses but those I read didn’t convince me…

A Casa do Risco em Airães, ou melhor dito, a Câmara de Felgueiras tem já um livro editado sobre os bordados do Vale do Sousa, que só folheei e me pareceu muito bom. Até tem uma versão em inglês, o que é fundamental nos tempos que correm. Mas não está disponível para se comprar… ** Por tudo o que aqui se lê pode imaginar-se o enorme trabalho já realizado. Por que não divulgá-lo então?
É algo que me custa muito a entender…

Casa do Risco at Airães, better said, the Assembly of Felgueiras has already published a book about Vale do Sousa embroideries, I’ve thumbed through it just seemed very good. It even has an English version, which is crucial in these times. But it is not available for us … ** for everything you read here we can imagine the tremendous work already done. Why not spread it?
It’s something I can’t understand…

Estas considerações, de que lamentavelmente não conheço o nome do autor, completam de forma muito clara o que tentei dizer. Consola-me saber que o autor tem opinião coincidente com a minha, sobre a tradução do Dicionário de Pontos de Lucinda Ganderton:

“…desde 2000, existe uma tradução de um Dicionário de Pontos da autoria de LucindaGanderton, editado pela Livraria Civilização Editora. Todavia a tradutora deste
livro, perante o vazio lexical existente e sabendo pouco ou nada de técnicas debordar, traduziu de forma literal, não aproveitando aquilo que, apesar de tudo,
ainda se pode encontrar na Língua Portuguesa”

These considerations, which unfortunately do not know the author’s name, complete very clearly what I did say. It comforts me that the author has the same opinion I have on the translation of the Dictionary of Stitches by Lucinda Ganderton:

“… since 2000, there is a translation of a Dictionary of stitches by Lucinda Ganderton, published by Civilização
Editora. However, the translator of this book, before the existing emptylexical and knowing little or nothing of embroidery techniques, translated
literally, not taking advantage of what, after all, can still be found in the Portuguese Language “

Este texto sobre Pontos também vale a pena ser lido – aliás tudo sobre a Casa do Risco vale a pena ser lido e vale a pena visitá-la também.

This text about Embroidery stitches is worth reading too – indeed everything about Casa do Risco is worth reading and it is worth visiting it too.

** O livro Bordado de Guimarães continua esgotado.
** The book Guimarães Embroidery continues not available.

O que é bom…

passa depressa! Mais uma tarde passada em boa companhia, com muita conversa mas também com muito proveito :)

Obrigada a todas a s participantes e ao simpático acolhimento da 110coisas. E já há planos para a 3ª edição…


(a menina que fotografou não quis ficar nas fotos :) )

Foi um prazer estar com todas vós e testemunhar o vosso empenho.

é só uma amostra de pontos…

Não, não é um lenço de namorados. Lenço de namorados são estes! Não sei se estarão todos conforme o caderno de especificações, mas são lindos! Segundo o caderno de especificações, nestes bordados usam-se meadas de 1 fio nº 25, meadas de 6 fios nº 20 ou 25* (usam-se 2 fios) e perlé de 1 fio nº 12.

*não conheço meadas de 6 fios nº 20 ou 25 – alguém sabe alguma coisa sobre isto?

O que estou a fazer é uma amostra para a oficina de bordados. Que irá sendo preenchida ao longo do tempo.
Realmente tem por base um desenho que faz lembrar os motivos dos lenços, mas é uma mistura de pontos, alguns que nem se usam neste tipo de bordado.
O fio que estou a usar é só o perlé 8, que também não se usa nos lenços.

E também aproveito para fazer algumas experiências ;)

2ª edição

da oficina de bordados, já no próximo sábado.

110coisas@gmail.com / 91 8588788

Sendo uma segunda edição, não será uma continuação, exclusivamente.

Podem inscrever-se principiantes que terão toda a atenção para iniciar a amostra.
Quem frequentou a primeira edição da oficina de bordados, continuará a trabalhar a amostra, integrando novos pontos.

Esta amostra – longe de estar acabada, há muito espaço para novos pontos… – tem já 17 pontos de bordar e algumas variantes destes mesmos 17 pontos.