…e pontos

Há uns meses comprei 6 panos de linho com uma baínha cosida à máquina. Foram muito baratos porque têm defeito. O defeito está precisamente na linha cosida à máquina.

Ora aqui estava uma boa oportunidade de experimentar pontos que nunca tinha feito.

A primeira dificuldade foi o nome dos pontos. Andei pela net à procura e encontrei este manual de bordado com 100 pontos de bordar

http://www.coatscorrente.com.br/scripts/consumo/dica/manual_bordado.asp

Os nomes dos pontos estão em brasileiro, mas a maior parte corresponde ao nome português.

Nestas andanças encontrei o blogue De ponto em nó que me encantou pela sobriedade e por todos os trabalhos – os de patchwork são o meu espanto, pois parece-me que nunca terei paciência para lidar com pedacinhos tão pequenos de tecido.

Através deste fui ter a um outro blogue onde encontrei um link precioso ( pelo menos para mim) de onde se pode fazer o download d’ O Grande Livro da Costura da Reader’s Digest.

Andei dias nisto…

Parece-me que nunca deixarei de me espantar com estas novas tecnologias!

Conseguirão os nossos netos algum dia entender este espanto?

Bordado

Desde que me dedico a estas manualidades que, quando quero bordar alguma coisa, me deparo com a dificuldade do risco.

Tenho ideia que antigamente havia uns químicos especiais para tecidos. O que actualmente arranjei foi um papel químico amarelo com que não me entendo.

Para ultrapassar as dificuldades faço, à vista e com lápis, os traços do desenho ou somente os pontos principais. Muitas vezes não marco nada e vou bordando.

Até que um dia uma amiga me chamou a atenção que algumas revistas que eu tinha – Rakan –
tinham riscos que passavam para o pano com o ferro quente. Nunca tinha reparado!!! Também os bordados dessas revistas são demasiado elaborados e densos, para o meu gosto.

Mas andava ansiosa por experimentar. Escolhi o desenho que queria e vai de experimentar com um ferro de viagem pequenino, tanto mais que a revista tinha a recomendação que o ferro não devia estar muito quente para não borratar o risco todo.

Experimentei em vários tipos de pano e nada! Um dia estava a passar com o ferro normal e resolvi pegar num pedaço de linho. Pespeguei-lhe com o desenho e o ferro em cima – passou o desenho que eu queria, mais uns quantos que não queria, mais umas letras que não percebo porque estão a tinta que passa a quente, pois não serão nunca para bordar!

De facto ficou um bocado borratado e, em certos sítios, tive de bordar à vista.

Não é dos meus bordados favoritos, por isso achei por bem fazer algumas modificações.

Com grande pena da minha neta mais velha não bordei o pássaro! Diminuí à base do bordado, para ficar um pouco mais leve. E, claro, utilizei as cores que tinha em casa.
 
Descubram as diferenças.

Foi uma trabalheira tirar a tinta dos outros desenhos e das letras.

O bordado está completamente descentrado e agora não sei que lhe faça.Talvez um saco. Mas gostei de o bordar.